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Temas e informações tratadas no Congresso do CIETT 2010
9/6/2010
Congresso do CIETT 2010
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A conferência anual promovida pela CIETT – Confederação Internacional das Empresas de Trabalho Temporário, braço da International Confederation of Private Employment Agencies - para debater sobre a importância do trabalho temporário e da terceirização no mundo, acaba de ser realizada pela primeira vez no Brasil.
O Evento patrocinado pelo SINDEPRESTEM – Sindicato Patronal das Empresas de Trabalho Temporário e Terceirizado em São Paulo aconteceu nos dias 26,27 e 28 de maio de 2010 no WCT Center Convention, juntamente com o 1º Forum Brasil de Trabalho Temporário e Terceirização e com uma Feira de Negócios composta por expositores de produtos e serviços para o setor.
A seguir mencionamos alguns dados de importante pesquisa mundial sobre o trabalho temporário e terceirizado divulgados no Congresso, como:
- Existem 71.000 agências privadas de emprego(1) no mundo com 171.000 filiais e 819.000 funcionários (internos).
- Faturamento total de 232 bilhões de Euros em 2008.
- Japão e USA são os líderes globais de faturamento no setor
- Das 71.000 empresas no mundo, 20.000 estão no Japão (1º lugar) e 12.000 no UK – United Kingdom (2º lugar). O Brasil está em 9º lugar com 1.567 empresas.
- Japão, USA e UK são os três maiores mercados em 2008.
- 9,5 milhões de profissionais foram empregados pelas empresas em 2008.
- O número de profissionais empregados dobrou entre 1998 e 2008 (10 anos).
- O Brasil ocupa o 4º lugar em número de profissionais empregados – quase 876.000 trabalhadores em 2008.
Nos debates sobre o Trabalho Temporário o tema foi a regulamentação internacional, onde uma representante da OIT (Organização Internacional do Trabalho – ONU) discorreu sobre a Convenção 181 que trata da regulamentação do funcionamento das empresas privadas de emprego. O objetivo desta regulamentação é de qualificar e moralizar o mercado e seus fornecedores. Esta Convenção pode ser adotada por Países que optam por ratificá-la. Já temos vários Países que o fizeram, principalmente na Europa.
Sobre os rumos do trabalho flexível em nível mundial tivemos a apresentação de algumas informações sobre o que eles chamam de trabalho flexível (como o Trabalho temporário). Os palestrantes discorreram sobre os benefícios da flexibilização do trabalho e da contribuição que isto pode trazer ao mercado de trabalho em um futuro próximo, onde estimam estudiosos, o nível de emprego será cada vez menor e a população economicamente ativa cada vez maior. Alguns exemplos citados na palestra mostram como o trabalho temporário é muito utilizado em outros mercados (como a Europa) e é uma excelente opção para profissionais que optam por não ter um emprego efetivo de tempo integral.
A terceirização que foi o tema mais polêmico do evento, reuniu representantes sindicais (CUT e Força Sindical), representantes de Associações Patronais (FECOMERCIO, CNI, FEBRABAN E CEAC), um representante do Poder Judiciário e uma representante do UNI GLOBAL UNION (União de Sindicatos Ingleses e Europeus). O tema principal foi sua regulamentação no Brasil. O que mais chamou a atenção neste debate foi a posição radical dos Sindicalistas que ainda enxergam a terceirização como sinônimo de precarização do trabalho e que fazem de tudo para dificultar e até impossibilitar esta opção para as empresas tomadoras. Pelo lado dos empresários, todos são unânimes em dizer que a terceirização é inevitável e totalmente necessária para a competitividade mundial das empresas nacionais e multinacionais instaladas no Brasil.
Congresso serviu para mostrar o tamanho do mercado de trabalho temporário e terceirizado no Brasil e o potencial de crescimento do mesmo no futuro próximo. Em comparação com outros ramos de atividades o mercado de trabalho temporário e terceirizado no Brasil é bastante recente (segunda metade do século passado), e apesar disso já mostra números bastante relevantes destacando-se na economia mundial. Existem empresas multinacionais do setor operando no Brasil com faturamento que pode ser comparado ao das maiores empresas comerciais, industriais e de outros serviços. Além disso, ficou clara no Congresso a enorme distância entre o mercado Sul Americano, principalmente o brasileiro e os mercados Europeu, Americano e Japonês. Apesar de em alguns aspectos figurarmos entre os 10 maiores países que se utilizam da mão-de-obra temporária e terceirizada, a legislação brasileira e a falta de melhor conhecimento principalmente das grandes empresas nacionais, nos deixa longe de outros mercados. Por isso mesmo, temos um grande mercado potencial a ser explorado no nosso País.
No encerramento dos trabalhos a CIETT divulgou que a próxima Convenção será realizada em 2011 em Amsterdã na Holanda.
